Crise do videogame de 1983: mudanças entre as edições
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Edição das 23h32min de 28 de agosto de 2025
A Crise do videogame de 1983, também conhecida como o Crash do Atari, foi uma severa recessão que atingiu a indústria de videogames na América do Norte, ocorrendo principalmente entre 1983 e 1985. O evento marcou o fim da "segunda geração de consoles" e causou a falência de diversas empresas, transformando drasticamente o mercado e abrindo caminho para a ascensão de novas potências.
Antecedentes O período anterior à crise foi de crescimento explosivo. Após o sucesso do Pong, a indústria de videogames cresceu a um ritmo acelerado. Empresas como a Atari, com o seu Atari 2600, e a Mattel Eletronics, com o Intellivision, vendiam milhões de unidades, e a popularidade dos jogos caseiros atingia seu auge. O mercado era visto como uma "mina de ouro" e atraiu inúmeras empresas, que, sem o devido controle de qualidade, inundaram as prateleiras com jogos mal produzidos e pouco originais.
Causas da Crise Vários fatores contribuíram para o colapso do mercado:
Excesso de jogos e baixa qualidade: O mercado foi inundado com centenas de jogos de má qualidade. Empresas inexperientes, sem licença das fabricantes de consoles, produziam jogos às pressas para aproveitar a alta demanda. Um dos maiores exemplos dessa prática foi o jogo E.T. the Extra-Terrestrial para o Atari 2600, lançado em 1982. Considerado um dos piores jogos da história, seu fracasso de vendas e a enorme quantidade de cópias devolvidas e não vendidas se tornou um símbolo da crise.
Ameaça dos computadores pessoais: A ascensão de computadores pessoais como o Commodore 64 e o ZX Spectrum oferecia uma alternativa mais versátil para os consumidores. Esses computadores não apenas rodavam jogos, mas também serviam para tarefas de produtividade, como processamento de texto, o que os tornava um investimento mais atraente para as famílias.
Perda de controle da Atari: A Atari, então a principal empresa do mercado, perdeu o controle sobre a produção de jogos para o seu console. A falta de um sistema de licenciamento permitia que qualquer desenvolvedora criasse e vendesse jogos para o Atari 2600, diluindo a qualidade geral do catálogo e prejudicando a imagem da empresa.
Consequências e o Fim da Crise A crise levou a um colapso quase total do mercado de videogames na América do Norte. O setor, que valia cerca de US$ 3,2 bilhões em 1983, despencou para apenas US$ 100 milhões em 1985. Diversas empresas faliram, incluindo a própria Atari, que foi vendida pela sua controladora, a Warner Communications, em 1984. Milhões de cartuchos não vendidos foram enterrados em um aterro sanitário no Novo México, em um evento que ficou conhecido como "o enterro do Atari", descoberto e confirmado décadas depois.
A Crise do Videogame de 1983 chegou ao fim com a entrada de uma nova concorrente no mercado: a Nintendo. Em 1985, a Nintendo lançou o Nintendo Entertainment System (NES) na América do Norte, com uma estratégia cuidadosa para evitar os erros do passado. A empresa implementou um rigoroso sistema de licenciamento, exigindo que todos os jogos passassem por um selo de aprovação de qualidade, o "Official Nintendo Seal of Quality". Essa abordagem, combinada com jogos de alta qualidade como Super Mario Bros., reavivou o interesse dos consumidores e marcou o início da terceira geração de consoles, reiniciando a indústria de videogames.
A crise de 1983 serve como um lembrete crucial sobre a importância da inovação e da manutenção de um padrão de qualidade na indústria de entretenimento eletrônico.